96,5 MUTUM
AO VIVO
COMPARTILHE
COM OS AMIGOS!
1 mês atrás - 04/08/2021

Operação Terra Envenenada da PF, prende vereador e mais 6 suspeitos de contrabando de agrotóxicos do Paraguai

FOTO: Renan Schuster
FOTO: Renan Schuster

Após segunda fase da Operação Terra Envenenada, ser deflagrada pela Polícia Federal na manhã de hoje, o vereador Toninho Bernardes (PL) foi preso e encaminhado ao presídio Osvaldo Florentino Leite Ferreira, o “Ferrugem, em Sinop. Além dele mais seis suspeitos, entre eles empresários, foram encaminhados para a delegacia por suposto envolvimento de contrabando de agrotóxicos do Paraguai.


No caso do vereador, a prisão preventiva deve durar alguns dias, até que todos os depoimentos sejam coletados e os fatos apurados. Segundo o delegado Rodrigo Martins, os indícios apontam que Toninho Bernardes, atuava como distribuidor local dos produtos contrabandeados. “Participava da rede criminosa, mas enfim, não temos números finais, para garantir o grau do envolvimento dele”, contou ainda mencionando que na casa do parlamentar, foi apreendido o celular dele e também documentos.


Conforme já noticiamos, além de Sinop, a Operação Terra Envenenada está sendo realizada em Sorriso e Feliz Natal. Já fora do estado, tem envolvimento pessoas de São Paulo, Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, e Terra Roxa, no Paraná.


De acordo com a polícia foram realizados 15 mandados de buscas e apreensões, sendo destes 7 somente em Sinop. Além de 10 mandados de prisão, onde 9 já foram concluídas. Todos os mandados foram expedidos pela Justiça Federal. Também já foram apreendidos documentos e materiais que devem ajudar a aprofundar nas investigações. Como também agrotóxicos, armamento irregular e um montante em dinheiro não informado. Mas a polícia afirma ser muito dinheiro. Já que tinha produto que o quilo era vendido à mil reais. Ao todo a Operação Terra Envenenada, conta com um efetivo de 66 policiais.


A Casa de Leis, de Sinop se posicionou sobre o assunto por meio de uma nota à imprensa confirmando que houve o mandado de busca e apreensão no gabinete do parlamentar.


“Como já informado, o mandado é ordem judicial expedida pelo Juízo da 5ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária de Mato Grosso – SJMT. A Câmara reitera que o intuito da operação não é relacionado às atividades exercidas por Toninho Bernardes quanto vereador no exercício de suas funções legislativas.”


Agora o vereador continua à disposição da justiça. O fato não atrapalha em nada a sessão da casa de leis, de acordo com o regimento interno, o parlamentar só é substituído por um suplente, caso ele fique afastado 30 dias. Nesse caso, o primeiro suplente do PL, seria o comunicador, Gilson de Oliveira, que fez 912 votos na última eleição.


OUTRO LADO


Em nota, a defesa do vereador Toninho Bernardes, "nega veementemente qualquer participação ou envolvimento nos supostos ilícitos apurados, e de forma serene espera a correta e eficiente apuração dos fatos, reitera seu respeito e confiança no Poder Judiciário".


Lembrando que essa operação, iniciou ainda em 2018, com a primeira fase, nos estados de Goiás e no Paraná, combatendo o transporte e comercialização de agrotóxicos ilegalmente importados por uma rede criminosa do Paraguai e China, chegando até aqui no Norte de Mato Grosso. Eles compravam os produtos no Paraguai e transportava eles, adulterando com agroquímicos permitidos ou inseticidas de baixo custo, e posteriormente revendendo a valores bem maiores que os do mercado.

FONTE: Lívia Kriukas / Redação Meridional Notícias