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2 semanas atrás - 30/09/2021

Mulher perde o marido por negligência médica e pede por ajuda durante velório da vítima

FOTO: Reprodução
FOTO: Reprodução


O pedido de ajuda em forma de indignação, está circulando por meio de um vídeo onde aparece uma senhora, ao lado do esposo, durante o velório dele. Hilda Azevedo, perdeu no último dia 23, o marido dela, José dos Santos Azevedo, de 65 anos, após segundo ela, não receber o devido atendimento médico.


Entramos em contato com a dona Hilda, que nos contou um pouco do sofrimento do marido dela antes de falecer. Vamos ouvir!


Estava com a próstata infeccionada, diabetes sem controle, a diabetes dele chegou a 510, lá dentro do UPA e como ele foi fumante a vida toda, e ele com 65 anos deveria ter prioridade. Ele se contorcia de dor na cadeira de rodas. Eu tive que esperar eles atenderem umas dez pessoas, para depois atender ele. Até o remedinho de colocar no soro, ele tinha que pedir, se não, eles não davam”, contou.


Ainda conforme dona Hilda, foram várias as vezes que o idoso foi até a UPA André Maggi para consultar e tentar se tratar, mas nada de encaminhamento para o Hospital Regional. Ela conta que apenas uma vez ele ficou internado por cinco dias, mas logo deram alta para ele mesmo sem a devida melhora na saúde.


Sentia falta de ar, suar frio e eu falei nossa, você tem que voltar para a UPA de novo, e ele me pediu pelo amor de Deus, não me leva para aquele lugar de novo não. Para fazer xixi, tinha que levar ele lá para colocar a sonda. Dava um sorinho para ele não desmaiar lá, e mandava para casa de novo e eu clamando por um hospital para internar ele há mais de um mês”, relembrou.


A idosa chegou a questionar uma das médicas que atendeu o senhor José, sobre o que era preciso para conseguir uma vaga no hospital e a profissional teria dito que no Hospital Santo Antônio, não aceita pacientes em estado preventivo.


Ela simplesmente respondeu, que no Regional não tem oncologista, aí falei, que fiquei sabendo que no Santo Antônio, cobre leito. Tem, mas o Santo Antônio aceita, quando já diagnosticou o câncer, no caso dele que tem que fazer preventivos e ver o nível que está, não”, concluiu.


José, era morador de Sinop há 20 anos e trabalhou a vida toda como caminheiro, mas havia se aposentado há cerca de seis meses.


Em nota à imprensa, a assessoria de comunicação da secretaria municipal de Saúde, respondeu que o paciente, esteve na unidade onde recebeu o atendimento e atenção do corpo clínico, foi internado e apresentando melhoras recebeu alta médica. A nota é extensa, mas ainda mencionam que as comorbidades e uma patologia crônica, já pré-existente, foram fatores que levaram ao óbito de José e não, o quadro inicial de retenção e dificuldade urinária.


Agora sem o marido e sem condições de se manter em Sinop, dona Hilda e a filha Jéssica Azevedo, pedem a colaboração da população, para que elas possam arrecadar o valor necessário e pagar o frete para se mudarem para o interior de São Paulo, onde têm familiares. Os interessados em ajudar, podem estar fazendo um pix no 14086708876 em nome de Eliana Martins (irmã de Hilda). 

FONTE: Lívia Kriukas / Redação Meridional Notícias