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1 semana atrás - 21/05/2020

Cruzeiro tem nove dias para pagar R$ 11,2 milhões na Fifa e evitar nova perda de seis pontos; acordo amigável é improvável

Washington Alves/ Light Press
Washington Alves/ Light Press

As chamas do incêndio financeiro/administrativo que assolam o Cruzeiro nos últimos meses ainda têm grande fôlego. Após a punição da Fifa que retirou seis pontos do clube na Série B, a Raposa tem problema futuro de mesma natureza. O clube precisará pagar R$ 11,2 milhões (1,8 milhão de euros) ao Zorya FC, da Ucrânia, - refente à contratação de Willian Bigode em 2014 - até o próximo dia 29 de maio. Caso contrário, serão menos seis pontos na segunda divisão 2020.


Na última terça-feira, a Fifa enviou ofício para a CBF decretando a imediata punição ao Cruzeiro (perda de seis pontos) por não cumprir prazo de 90 dias para sanar dívida com o Al Wahda (850 mil euros, equivalentes aos R$ 5,3 milhões na cotação atual). A punição não extingue o problema e haverá nova data para a Raposa quitar o débito (prazo de cinco meses aproximadamente), sob risco de ser rebaixada para a Série C. O quadro com o Zorya é bastante similar, com dívida ainda mais antiga do que aquela envolvendo o volante Denilson.


Willian foi contratado pelo Cruzeiro em 2013, por empréstimo de um ano, e depois em acordo definitivo em 2014. O clube envolvido na operação era o Metalist Kharkiv, mas os créditos da dívida passaram para o Zorya. A discussão já foi para o Tribunal Arbitral do Esporte, retomou para os comitês da Fifa e ganhou contornos finais.


O GloboEsporte.com apurou com fontes ligadas à dívida entre Cruzeiro e Zorya e há um contato direto entre as partes para solucionar o problema. Uma proposta de parcelamento do 1,8 milhão de euros proposta pela Raposa não foi aceite pelos ucranianos. Além disso, a tendência é que o clube brasileiro tenha que pagar integralmente a situação na Fifa, sem novos descontos ou repactuação.
 


Fazer um acordo extrajudicial em dívidas na Fifa significa excluir a ação no órgão máximo do futebol. Na visão do Zorya, qualquer pacto ofertado pelo Cruzeiro, por mais vantajoso que possa parecer no papel, teria o risco de não ser cumprido posteriormente e, com isso, o clube ucraniano teria de começar do zero uma nova reclamação na Suíça - "tendo de esperar mais cinco anos", disse uma fonte. O Cruzeiro está ciente dessa situação.



A dívida com o Zorya será o primeiro grande abacaxi que o novo presidente do Cruzeiro, a ser eleito ainda nesta quinta-feira, precisará descascar. Segundo Saulo Fróes, tanto Ronaldo Granata, quanto Sérgio Rodrigues, estão cientes da questão e afirmaram ter condições de sanar o débito. Mas o conselho gestor, segundo ele, ainda busca soluções para a dívida.


 


- Nós demos conhecimento aos dois candidatos, e ambos parecem que estão engatilhados, não sei se com pessoas que vão ajudar, ou empresas de investimento, eles tem pleno conhecimento, e acredito que vão conseguir resolver. A gente também esta tentando, existem algumas possibilidades que dá pra sair, que não saíram por causa da pandemia, podem sair nesta semana ainda: consórcio de jogadores, financiamento também bem provável que possa sair, às vezes resolve isso e eles nem precisem usar outras armas aí que eles tem - disse a Globo.