Ministério da Saúde não renova contrato e reduz capacidade de testes de Covid-19 em MT
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1 mês atrás - 09/06/2020

Ministério da Saúde não renova contrato e reduz capacidade de testes de Covid-19 em MT

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A empresa responsável por fornecer materiais de testes de Covid-19 nos laboratórios centrais de todo país não teve o contrato renovado pelo Ministério da Saúde. Portanto, em Mato Grosso a capacidade de realizar exames será diminuída. Antes era possível realizar 1.500 testes por dia e a capacidade diária agora deve cair para 400.


Isso diminui a capacidade de responder em menos tempo aos testes e deixa mais defasado o mapeamento da Covid-19 no estado. Segundo Gilberto, essa falta de contrato vai prejudicar os trabalhos não só em Mato Grosso, mas sim em todos os estados do país.


"O Ministério da Saúde não renovou o contrato com a empresa que faz teste. Esse contrato quem faz é o Ministério da Saúde e ele não renovou. A capacidade, que era para 1.500 testes por dia, caiu para 400 testes e isso cai também os números por dia. Estamos fazendo nosso trabalho, mas a todo momento tem um fato novo que é um complicador", comentou.


O secretário criticou a gestão do Ministério, que em momento de números altos, o Governo Federal não renova contrato com a empresa que ajuda a desvendar as reais estatísticas.


"Estamos recebendo mais amostra e agora teremos menos estrutura para dar o resultado. O que saia em até 48, agora pode demorar até 72h. No começo da pandemia a gente dava 40 resultados por dia. Chegamos a 1.500. Agora vamos baixar para 400 casos. Menos casos serão entregues por dia. Não é um problema que só Mato Grosso vai passar. É do país inteiro. Infelizmente, temos que trabalhar diariamente com esses casos que nos pegam de surpresa", concluiu Gilberto.


"Eu queria ter notícias boas, mas tenho que ser transparente para a população. É importante que a população não seja enganada e que tenha uma perspectiva real das coisas. Mas, assim, não tem notícia boa. O caso está feio e vai piorar. Eu sei que tem muitos empresários me condenando, mas teremos que tomar decisões. Ou a vida das pessoas ou aspectos econômicos", pontuou o secretário sobre o momento de crescimento dos número de pacientes com Covid-19.