Não é só a primeira indicação ao Oscar que fez com que Wagner Moura entrasse na lista das próximas 50 pessoas mais influentes dos Estados Unidos pelo jornal "The Washington Post". A publicação destacou o talento do "brasileiro superstar" e também a capacidade dele em falar sobre temas espinhosos da sociedade.
"Ser político é central para quem Wagner Moura é. Ele estudou jornalismo antes de ser ator (...). Enquanto promovia 'O agente secreto', Moura - que conseguiu cidadania norte-americana durante o governo de Joe Biden e se diz um 'americano profundamente orgulhoso - provou que é um ator que não apoia causas apenas usando bandeiras, mas que defende abertamente suas opiniões políticas. Ele não hesita em chamar a guerra em Gaza de 'genocídio' ou denunciar o 'racismo' das atividades do ICE", diz o texto da publicação, que segue com uma fala do brasileiro:"Imigrantes são parte da fundação desse país".
"Imigrantes são parte da fundação desse país".
O texto ainda menciona trechos emblemáticos do filme de Kléber Mendonça Filho e faz até um paralelo com a vida pessoal de Wagner Moura na cena sobre o carnaval. "Moura conhece bem o poder de atração do carnaval. Foi lá que ele se apaixonou por sua esposa, a fotógrafa Sandra Delgado, com quem hoje vive em Los Angeles com os três filhos do casal".
"O que aconteceu naquela cena foi que o personagem se entregou àquela alegria coletiva, àquela felicidade e àquele amor à cultura", disse Wagner.