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1 mês atrás - 15/09/2021

Exclusivo: o papel das gravadoras na Máfia do Spotify

FOTO: Divulgação
FOTO: Divulgação

Logo após a coluna do Leo Dias desvendar a Máfia do Spotify, eles receberam de duas fontes uma mesma informação. Segundo elas, as gravadoras são as responsáveis por dar início ao processo de compra espaço em playlists da plataforma de streaming. A Coluna LeoDias também descobriu todos os passos envolvidos no esquema, que você confere a partir de agora.


Para investigar o funcionamento do esquema, a coluna procurou João Pedro Ferolla, diretor de marketing de Wesley Safadão, e que também trabalha com outros grandes artistas da cena musical. Ferolla foi cristalino como água ao revelar o passo a passo que garante espaço em playlists do Spotify. Segundo Ferolla, as gravadoras pagam agências de publicidade para que ela entrem em contato e fechem a compra com os donos das playlists. De acordo com o empresário, essa prática é vista como “normal” no ramo da música e se assemelha ao que já é feito no rádio, como também contamos em reportagens anteriores.


Quando um nome grande do sertanejo, por exemplo, lança uma música, as playlists já as adicionam, porque sabem que vai dar audiência, eles não precisam pagar nada. Existe uma concorrência desleal entre os artistas grandes e pequenos”, diz Ferolla, que acredita que a compra dos espaços é a única possibilidade para que artistas que ainda não têm reconhecimento sobrevivam, nas palavras dele, no ramo musical.


Ferolla foi acusado de ser uma das pessoas responsáveis por comprar espaço nas playlists da Máfia. Conversamos com ele sobre o assunto e o empresário afirma que quem o acusa o faz por conta dos bons resultados que vem alcançando, já que trabalha com vários grandes nomes da música nacional. “Quando eles lançam alguma música, os resultados são grandes, por isso acham que eu estou envolvido nisso”, conta. Ele ainda complementa, dizendo que os artistas com quem trabalha se vendem sozinhos, tamanho o reconhecimento que já conquistaram no mercado.


Apesar de negar as acusações, Ferolla compara o que é feito no Spotify atualmente com o que o já tradicional jabá, prática comum no rádio, em que até os grandes artistas pagam para que suas músicas sejam executadas, o que confirma o que a coluna LeoDias noticiou previamente.


A coluna procurou outras fontes e elas confirmaram o envolvimento das gravadoras no esquema. Sob anonimato, citaram Sony Music, Universal Music e Warner Music como partes fundamentais da operação de compra e venda de espaço nas playlists do Spotify.


Também entramos em contato com as gravadoras em questão, mas elas não nos deram retorno.

FONTE: Leo Dias