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1 mês atrás - 26/06/2021

Petrobras é vendedora única nos leilões de energia A-4 e A-5

FOTO: MARCELLO CASAL JR / AGÊNCIA BRASIL
FOTO: MARCELLO CASAL JR / AGÊNCIA BRASIL

A Petrobras foi a vendedora única de energia nos leilões de energia existente A-4 e A-5 realizados ontem (25) pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), com coordenação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os certames previam contratos para usinas termelétricas a gás natural e carvão mineral. Segundo a CCEE, os leilões negociavam energia para distribuidoras no mercado regulado, que abastece pequenos e médios comércios e empresas e consumidores residenciais por um período de 15 anos. A Usina Petrobras Cubatão, a gás natural liquefeito (GNL), se sagrou vencedora nos dois certames para o fornecimento. No total dos contratos, a energia que será injetada na rede é de 191 MW (megawatts).



O primeiro dos certames, o leilão A-4, foi realizado na manhã de hoje (25), de forma virtual. A Petrobras foi a única vendedora para três distribuidoras: a Light (RJ), Equatorial Pará (Celpa) e Equatorial Maranhão (Cemar). Nesse leilão, a usina negociou 98,3 MW médios, ao valor de R$ 151,15/MWh. Com isso, o deságio foi de 52,47%. O deságio é a diferença entre o preço teto estabelecido pelo governo e o valor ofertado pela empresa. No leilão A-5, realizado à tarde, a Petrobras foi a única vendedora para a Equatorial Pará (Celpa) e Equatorial Maranhão (Cemar). Nesse caso, foi vendido 64,2 MW médios ao custo de R$ 172,39/ MWh. O deságio, nesse caso, foi de 45,79%. Para a CCEE, o resultado dos leilões foi positivo e os novos contratos abrem caminho para a modernização da matriz elétrica. “A negociação contou com participação de empreendimentos a custos bem competitivos e encerramos com um deságio bastante vantajoso, de 52,5% e 45,8%. É um resultado que demonstra a capacidade de usinas existentes se modernizarem e oferecerem preços menores. O empreendimento contratado, por exemplo, reduziu o custo de operação”, disse Rui Altieri, presidente do Conselho de Administração da Câmara de Comercialização. Os empreendimentos contratados no leilão de energia existente A-4 tem início de suprimento de energia no dia 1º de janeiro de 2025 e termina no dia 31 de dezembro de 2039. No leilão A-5, há a oferta de eletricidade entre 1º de janeiro de 2026 e 31 de dezembro de 2040.



A Petrobras informou que o resultado desses leilões garantiram uma receita fixa total de R$ 67,8 milhões/ano até 2040. "A venda de energia pela Petrobras nos leilões contribui para a estratégia da companhia de otimização do portfólio termelétrico com foco no autoconsumo e da comercialização do gás próprio", informou a empresa. O diretor-geral da Aneel, André Pepitone, disse que o leilão permite que a usina seja renovada, proporcionando preço menor da energia e redução da emissão de gases. "Com a renovação, a usina fica ambientalmente mais adequada. O consumidor sai ganhando, que usufrui de um parque térmico moderno e com preço menor”, disse.

FONTE: Agência Brasil