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4 semanas atrás - 06/02/2021

MPE afirma: decisão pelo BRT foi técnica e avalizada pelos deputados estaduais

Foto: Assessoria
Foto: Assessoria

O procurador-geral de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), José Antônio Borges, reforçou que a decisão tomada pelo Governo de Mato Grosso de substituir a execução das obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) pela implantação do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), movidos a eletricidade, foi técnica e possui aval da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).


Em sua fala, durante audiência pública realizada pela Assembleia, na tarde desta quinta-feira (04.02), para debater a troca do modal, Borges criticou o que chamou de “debate irracional” sobre o assunto e garantiu que o MP irá fiscalizar as questões técnicas para a implantação do BRT em Cuiabá e Várzea Grande.


“O atual Governo, depois de 9 anos, faz um estudo técnico e diz que essa [BRT] é a melhor opção. Porque o governante, apesar do mandato, ele não tem o direito de escalar aquilo que sai da sua cabeça, tem que ser a partir de estudos técnicos. E como a gente tem que respeitar cientistas, nesse momento de Covid, nós temos que respeitar os engenheiros, os advogados, os profissionais e, principalmente, aqueles que são de carreira. Pelo que me parece, o governador trouxe esta tese. E os senhores deputados, já que a obra apesar de ser de mobilidade urbana ela é estadual, os senhores já autorizaram a mudança do modal. O que nós temos agora é uma questão judicial, onde a Prefeitura de Cuiabá está insurgindo e, até o momento, vem perdendo judicialmente isso”, frisou José Antônio Borges.


O procurador ainda destacou que “o Ministério Público, através de seus promotores, nós vamos trabalhar com as questões técnicas e com respeito à decisão política do governador – avalizada pelos deputados nesse momento”. Ele ainda questionou a continuidade da discussão “apenas por questões políticas”.


De acordo com o estudo técnico elaborado pelo Governo de Mato Grosso e pelo Grupo Técnico criado na Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana, para a conclusão do BRT são necessários 24 meses e R$ 430 milhões, já para o VLT, o custo seria de R$ 763 milhões e 48 meses para ser finalizado.

FONTE: Assessoria